Considero que a amamentação é uma das questões mais importantes a ser levada em conta pela mulher que será mãe. Todas nós, desde crianças, ouvimos falar das maravilhas da amamentação. Campanhas na TV e em unidades de saúde (públicas ou particulares) nos fazem acreditar que amamentar é um ato de amor que conecta mãe e filho. Pois bem, aqui vai a minha experiência neste campo: quando Pedro nasceu fiquei esperando que ele chegasse no quarto da maternidade enrolado em um cobertorzinho, imaginando que eu o colocaria em meu seio e tudo funcionaria como mágica, nós dois, juntos e felizes. Não foi assim. Para começo de conversa, o leite em geral demora a descer, uns 7 dias mais ou menos e, enquanto isso, o que você tem para oferecer ao seu filho é um pré leite, chamado de colostro. Seu filho (e olha que Pedro foi elogiado na maternidade por parecer um bom sugadorzinho) não sabe mamar, você não sabe amamentar, seus seios, quando o leite chega (e olha que eu não tive as complicações que algumas mulheres têm), ficam enormes e você tem febre, a chamada febre do leite e, quando ele começa a mamar desesperadamente e muitas vezes ao dia (é assim no início, já que não consegue ingerir uma boa quantidade de leite) uma imagem do que acontecerá com seus seios é a de pés calejados que de tanto andarem sem proteção começam a criar uma casca. Acontece isso, mas demora, os seios doem, somam-se as dores do parto, noites sem dormir, queda de hormômonios e um bebê que requisita sua atenção 24 horas por dia impiedosamente. Você sente, ou as pessoas fazem você se sentir (familiares, médicos, etc) uma criminosa só de mencionar dar leite industrializado para o seu bebê. Você muitas vezes fica reclusa, fechada em um quarto amamentando enquanto os outros riem na sala. Essa é a realidade da mãe que amamenta. Não estou querendo dizer que você não deve amamentar seu filho, ao contrário, concordo que o leite materno é muito melhor que o artificial. Pedro ainda mama no peito, embora há um mês e meio eu tenha introduzido também uma mamadeira de leite artificial por dia, para dar uma aliviada e para ele ir se acostumando, já que logo vai para a creche. Ele é muito saudável e isso talvez seja consequência da amamentação. O leite artificial tem um cheiro horroroso, causa mais refluxo e problemas intestinais, mas é uma opção. Muitas crianças foram alimentadas com leite industrializado e nem por isso são mais fracas que as outras. O que quero dizer é que se para você for muito difícil a amamentação não se sinta frustrada, seu filho não a amará menos por isso, aliás o meu bebê aceitou muito bem o leite em pó, gosta de mamar no peito e na mamadeira. Esse negócio de conexão mãe/filho e tal vai existir amamentando ou não. Acho que toda mulher deve dar o melhor de si, cada uma conhece os seus limites. Hoje penso que amamentar é mais um ato de doação que de amor, com barreiras a serem vencidas, portanto se você pretende seguir por esse caminho, se prepare bem. Eu não fiz, mas talvez ajude, esfregar um bucha vegetal nos seios durante a gravidez e tomar sol, dizem que ajuda. Para mim foi essencial a utilização de uma pomada de lanolina que vende em farmácias, dá uma boa aliviada na dor, numa próxima postagem colocarei o nome de alguns ítens que usei e gostei. Boa Noite!
Pedro e outras histórias
segunda-feira, 30 de abril de 2012
sábado, 14 de abril de 2012
Algo que parece tão óbvio que quem já é mãe esquece de contar para quem ainda não é
Vou falar hoje de algo que "salvou" minha vida e do Pedro. Eu sei que quem já é mãe ou já conviveu tempo suficiente com bebês vai achar que estou falando de algo completamente óbvio, mas acreditem, para mim não é e, pelo que andei observando, para as novas mães também não.
Eis a descoberta do século: "Bebês choram de sono!"
Isso mesmo, para você que vai ser mãe, saiba que quando o bebê começa a chorar sem motivo aparente, muitas vezes é sono e, nesse momento, o melhor que você tem a fazer é ajudá-lo a dormir. Não era isso que eu fazia. Quando o pobre Pedro chorava, em geral achava que era fome e lá ia fazê-lo mamar outra vez, fazendo com que o menino ficasse empanturrado, com excesso de lactose no organismo. Outro erro era tentar brincar ou distraí-lo com um chocalho ou algo assim. Hoje me sinto mal pensando como seria se eu estivesse com muito sono e alguém ao invés de me ajudar a dormir ficasse enfiando comida na minha boca, ou então chacoalhando um brinquedo na minha cara.
Não estou dizendo que sempre que um bebê chora é sono, veja bem, use o bom senso, especialmente se ele ainda é muito novinho. Observe se não há nada errado com ele como; calor, frio, febre, fome, fralda, entre outros, e tente fazê-lo dormir, se der certo significa que você matou a charada. Isso vai acontecer muitas vezes, você verá! Nunca esqueça de se certificar sobre a alimentação do seu bebê, principalmente se mama no peito, pois na mamadeira é fácil saber. Pedro sempre mamou muito bem, mas sei que algumas crianças demoram um pouco para aprender a mamar no peito, entre outras questões (falarei sobre a amamentação em uma outra oportunidade).
Não posso terminar essa postagem sem dizer que no dia 12/04 Pedro aprendeu a virar de lado e hoje, aprendeu a dar gargalhadas! Boa noite a todos!
sábado, 7 de abril de 2012
Sábado de ALELUIA
Pedro hoje nos deu um baile, estamos cansadíssimos aqui em casa, finalmente dormiu. Ainda bem que amanhã temos ovos aqui, além de poder comprar baguetes na panificadora de Paris.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
A razão do blog
Primeiramente, para aqueles que não me conhecem, vou explicar quem é Pedro: um espírito que me foi designado, para que eu o ajude aqui na terra a evoluir e, para tanto, me conhecerá como sua mãe.
Deixando a poesia um pouco de lado, quero destacar que criei este blog por dois motivos principais: primeiro porque ninguém me avisou o suficiente sobre o quanto é difícil ser mãe e, quando aconteceu, apesar de toda a preparação e cursos para gestantes, a impressão que tive foi a mesma de estar nadando tranquila no mar, em águas calmas, avançando, quando de repente surge uma onda, não uma onda comum, um tsunami e, eu, assustada, sou levada por essa onda, que nunca mais me trás de volta. Queria finalizar essa imagem dizendo que estou exagerando, tomara que as mães leitoras deste blog tenham essa impressão, pois ainda não tive. O segundo motivo pelo qual criei este blog é porque gosto de escrever e, ultimamente, venho sentindo necessidade de por no papel o que sinto, de contar histórias que acontecem com Pedro e outras do meu dia-a-dia. Eu sei que para isso eu poderia muito bem ter escrito um diário, assim não ficava chateando ninguém, mas a verdade é que desde pequena, com 11 anos, quando escrevi meu primeiro diário e minha irmã mais nova, curiosa, o pegou e leu, embora tenha ficado brava, senti uma pontinha de satisfação que alguém lesse o que escrevia.
Aparentemente este é um blog inútil, já que vai tratar de assuntos aleatórios. Não serei eu a convencê-los do contrário mas, de vez em quando, darei algumas dicas sobre maternidade, coisas que funcionam ou não com bebês, minhas experiências e descobertas. Acho que isso pode ajudar as novas mães. Vou falar também sobre ser mulher, profissional, mãe, dona de casa, enfim, coisas com as quais vocês podem se identificar ou, simplesmente rir de mim.
Estarei por aqui escrevendo de vez em quando...fiquem à vontade!
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